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sábado, 5 de novembro de 2016

Ah! A Matemática.

Ah! A Matemática

      Cada vez que peço ao meu marido que me ajude a recortar algum material para levar para  a escola, e os recortar, saem "assim, assim". Escuto a mesma resposta: "Amor, você sabe que não fiz Educação Infantil." Pensava até então que era uma desculpa para não me ajudar. Mas, depois de várias leituras dos textos indicados em aula percebi o quanto ele pode estar sendo sincero, pois a Educação Infantil é o início prazeroso e não traumático (ao menos deveria ser) da construção de várias noções do mundo que vem pela frente.
     Em matemática, por exemplo, que por muitos é considerada o "bicho papão", o "horror dos horrores"; após ler os textos: Alfabetização matemática nas séries Inicias - O que é: Como fazer? , ao lermos:
Para que o aluno aprenda matemática, ele precisa se sentir seguro diante de sua representação, precisa descobrir o caminho de uma relação menos angustiante, substituindo o caráter que o oprime na aprendizagem pela alegria da descoberta, para que juntos, aluno e professor, possam aprender, criar e recriar seus conhecimentos. (Lourenço, Baiochi e Teixeira, p.33).
     Ao passo que, em: A matemática em sala de aula, quando Smole e Muniz nos dizem: "Todas as crianças são capazes de aprender e os professores estão diante do desafio de promover este processo" (2012, p.47),  podemos perceber a importância de trabalhar desde a Educação Infantil à alfabetização matemática, os conceitos que nos acompanharão pela vida a fora. Tudo bem, pois na EI, aprender denominações como: somar, subtrair, multiplicar, dividir, grandezas, tempo, medidas não são o principal objetivo, mas sim vivenciar cada uma destas noções e conceitos. E fazer isso brincando, de forma lúdica e prazerosa deixará marcas bem profundas.
     Quando uma criança de seis anos vira para ti e diz: "Profê,  hoje só veio meia dúzia de crianças, né"?  Querendo com isso, a partir da sua vivência, dizer que tem poucas crianças em sala, você, a meu ver, terá duas opções: Concordar com ela, pois entende o que ela quis dizer, ou questionar: "Meia dúzia? O que é meia dúzia?" E a partir desta colocação da criança proporcionar o desenvolvimento de muitas aprendizagens.

     Cito este exemplo por que aconteceu comigo, e a partir disso passamos uma boa parte da manhã aprendendo sobre o que é uma dúzia, o que é meia dúzia e o que significa no popular dizer "meia dúzia". Legos, blocos e carrinhos nos ajudaram a descobrir quanto é uma dúzia, e separando-os um pra um lado, outro para outro lado, descobrimos que meia dúzia "é o meio".

domingo, 9 de outubro de 2016


E eis a Matemática!

                   A primeira aula de Representação do mundo pela matemática foi bem  intrigante. Nos fez parar e pensar. Parar pela leveza com que foi apresentada e pensar por que iniciou pondo velhos conceitos, no mínimo, em dúvida. O monstro verde da matemática pareceu um bichinho de pelúcia.
                   No meu caso,  professora da Educação Infantil, saí da aula segura de que cabe a mim estabelecer nas crianças um olhar lúdico sobre a matemática  para que, desde a infância, tenham curiosidade e entusiasmo sobre ela, proporcionando experiências que os façam pensar "matematicamente" e relacionem este pensar com suas vidas/cotidiano.
                   Vou continuar no rumo, pois penso ser o certo; vamos  organizar nossos carrinhos e bonecas, fazer uso de muitas tampinhas para construir castelos, ruas, cidades. Seriando, quantificando e sequenciando de uma forma lúdica e, desta forma, iniciando a linguagem matemática e a construção do pensamento lógico matemático.
           
       Em meus planejamentos a matemática está sempre  presente, em jogos, brincadeiras, culinária, etc.
                   Espero que esta  interdisciplina me auxilie muito na determinação de fazer com que a alfabetização matemática esteja presente em cada fazer com minhas crianças.