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sábado, 17 de dezembro de 2016

Estudando Malaguzzi


Estudando Malaguzzi!





     Em um grupo de estudos denominado: revisitando  a escola das infâncias, neste mês de novembro, discutimos bons textos referentes à educação infantil.
Podemos, ao mesmo tempo, debater sobre nossas realidades, observar bons exemplos de como se pode realizar bem nosso trabalho e cá para nós, alguns de como ou do que não fazer...
    O primeiro texto discutido foi: Malaguzzi e os professores * , um bom texto que pode nos orientar na realização no nosso trabalho diário, na busca constante por propostas que levem nossas crianças a um aprendizado significativo.
    Nele também há referências ao diálogo entre nossos pares, na sua importância para este fazer pedagógico carregado de significações.
    Este texto nos  fez refletir sobre o papel do professor da educação infantil. Sobre a importância de dar destaque ao conhecimento que a criança traz para a escola e sobre a relação entre teoria e prática.
    Em nossas discussões, confirmamos a reciprocidade entre a teoria e a prática, o valor dos estudos pedagógicos na realização das práticas e a  importância dos registros destas práticas, que automaticamente se transformam em novas teoria, onde (re) visitados nos permitem rever e analisar  os  nossos feitos e os das crianças, criando um diálogo permanente entre teoria e prática.



* Carla Rinaldi. Diálogos com Reggio Emilia : escutar, investigar e aprender. São Paulo: Paz e Terra , 2012 -  p.103-115)


sábado, 19 de dezembro de 2015

Espaços circunscritos


               Aprendizagens sobre espaços circunscritos


                Este ano minha escola passou a trabalhar com os espaços circunscritos. Uma nova proposta pedagógica em relação a espaços e tempos,
                Foi um ano de muito estudo e trabalho, e vejo que as aprendizagens conquistadas no curso PEAD foram muito importantes para a concretização deste trabalho, pois saber um pouco mais sobre infância e sobre crianças me auxiliou na compreensão do tempo e do pensamento, da forma de aprender das crianças; claro que respeitando as diferenças de cada uma em todos estes aspectos.
                Compreender como funcionam suas relações e inter-relações me possibilitou organizar minhas práticas de forma que elas viessem ao encontro deste tempo e deste compreender, e aprender das crianças.
                Espero que, em 2016, não só os estudos continuados realizados na escola bem como as interdisciplinas que virão me ajudem e orientem ainda mais, para que eu possa analisar e repensar a cada dia o meu fazer pedagógico.
                Alguns aprendizados sobre os espaços circunscritos: Este é uma síntese de um relato feito por mim, na SMED, a respeito do meu trabalho desenvolvido neste ano de 2015 a respeito da proposta dos espaços circunscritos.

                                                                        https://youtu.be/xbWxeVXp2Pk 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O que Freud me ensinou



O que Freud me ensinou...

            As aprendizagens sobre  o desenvolvimento psicossexual das crianças segundo Freud, para mim que pouco convívio tive ou tinha com crianças antes de entrar na profissão, mesmo que de forma rápida, me permitiram olhar as crianças de uma forma mais consciente do meu papel como educadora, responsável por seus aprendizados, mas também, de uma forma responsável, na avaliação de um futuro e possível transtorno, nascido de uma das fases "mal resolvida" do seu desenvolvimento.
            E para que, segundo Freud, um educador possa auxiliar na sublimação das pulsões parciais é preciso que se tenha conhecimento de cada uma delas, suas características e principalmente de que forma deve agir e que proposições deve fazer para que aconteça este processo de sublimação. Como bem disse Freud, a  tentativa de suprimir estas pulsões não só é inútil como pode gerar mais danos futuros do que  um desenvolvimento não satisfatório de alguma destas fases.
            Trabalho em uma comunidade onde os pais nem sempre têm estudo ou conhecimento e onde vejo que, com o pouco que já sei, posso auxiliá-los no entendimento destas fases e processos por que passam seus filhos
            Claro que algumas coisas a vida ensina: no início do meu estágio uma monitora repreendeu de forma brusca uma criança de 4 anos que se tocava, na época mesmo sem saber o que hoje sei sobre esta fase da descoberta e do desenvolvimento das crianças, chamei a atenção da monitora de que aquela não parecia ser a melhor forma de conversar com a menina sobre isso; hoje, após estudar Freud, compreendo que eu estava certa.
            É este conhecimento que traz a possibilidade de estar sempre atenta aos fatos, e no momento em que estas fases estão sendo construídas poder auxiliar na direção da energia que move estas  pulsões a outros fins que não aos sexuais, podendo assim propiciar a sublimação. Ponto este onde Freud depositou a importância do papel do educador.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Eu, exemplo!???

Se este é um espaço para reflexões, pensamentos, apontamentos e compartilhamento do que se passa em " Eu professora, eu estudante, eu EU" 
Lá vai .....

Eu, exemplo!???


          De repente tu estás no teu intervalo, chega uma colega , que foi tua monitora no primeiro ano de escola e de profissão, e te diz:
“Pofê Jaque , tenho um pedido especial.” 
          Tu olha meio desconfiada e diz:
“ Fala mulher.”
          Ela te olha e diz: 
            “Tu sabe, né pofê, que tu é uma das  inspirações do meu TCC! 
E queria muito que tu respondesse este questionário. 
Outras irão responder , mas tu tem que responder.”
          Tu olha e diz: 
“ Eu inspiração do que , guria.??!”
         Ela te olha e diz: 
                              “Meu trabalho é sobre a importância do afeto na
 construção do conhecimento das crianças,
 e tu foi uma das minhas inspirações.

          Caí pra trás.... tentei até argumentar...”Eu!? Desde quando minha moleza é exemplo.”
          Ai,  começamos uma bela discussão.....e descobri que uma colega que muito me ajudou e ensinou me acha exemplo de afetividade e que esta afetividade interferiu positivamente na construção do conhecimentos de minha primeira turma como professora.
          Senti muito orgulho do meu trabalho. O reconhecimento das crianças, que vi retornar em novos conhecimentos, em uma aguçada curiosidade,  em descobertas, eu claro já havia percebido, mas esta fala da colega me deixou  sim muito orgulhosa de mim e de tudo que acredito ser a forma certa/ou a tentativa certa de trabalhar com as “minhas” crianças.
         As vezes me acho, ou sou levada a achar, que sou muito “ mole”, meio sem voz ativa, meio “mãezona”, o lado terno da coisa toda , de estar tentada a achar que cada criança tem o seu tempo até para “cumprir ordens”, e estes achares e dúvidas foi o que realmente me motivaram  a enfrentar mais uma faculdade na esperança de que obtivesse se não certeza, ao menos forte indícios de como fazer de forma correta o meu trabalho, como desempenhar a função exigida da minha profissão de uma forma que eu viesse sim a ajudar e a formar pessoas que lá mais para frente soubessem distinguir seus caminhos, sabendo optar por aquilo que melhor lhes satisfazer as incertezas e as conseqüências da vida, sabedora de seus direitos , mas também de seu deveres, que tenham autonomia para tomar decisões e saber que isso  , sempre, tem uma conseqüência , mas fazendo e agindo de forma terna, de forma atenta e carinhosa consigo e com o outro.

         Então tá né...lá vamos nós rasgar o verbo e responder as questões colocadas...mas já avisei.....ainda não sei escrever palavras bonitas!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A EDUCAÇÃO É VIDA VIVA.
A educação é viva, e como vida se transforma, se modifica e se aprimora.
Nossa escola está passando por um processo de reelaboração do seu PPP. Para isso estamos "desconstruindo e resignificando nossas concepções de criança, educação, desenvolvimento, aprendizagem e currículo". Estamos estudando para  questionar nossas concepções e redimensioná-las na prática."
Até o final de 2014, nosso PPP se baseava na ideia de ambientes de aprendizagem, entendendo estes como articuladores entre  o espaço físico e as relações que se estabeleciam no mesmo.  Concordamos com Zabalza, quando nos diz que  espaços amplos, diferenciados, de fácil acesso e facilmente percebidos pelas crianças em relação a sua função e das atividades a serem desenvolvidas como um dos elementos da qualidade na Educação Infantil.
A partir deste ano, 2015, estamos trabalhando com a perspectiva de espaços circunscritos. Grandes mudanças que no início causaram  grandes questionamentos.
Repasso a vocês minha reflexão, apresentada em nossa última formação na escola, onde apresentei minha visão sobre a mudança e meu projeto individual da turma, que deve estabelecer relações e transversalidade com os projetos coletivos da escola.

Texto de apresentação da minha reflexão

No começo, as mudanças no formato de trabalhar os projetos me assustaram um pouco.
Como assim, experiências em pequenos grupos?
Como assim, experiências optativas?
Como assim, experiências coletivas e/ou individuais?
Como assim, nem todos fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo? Como assim?
Iniciei o ano com muitas dúvidas e temores.
Mas não é que deu certo!?

Acompanhar os pequenos grupos em suas atividades planejadas dá uma maior intimidade ao processo. Fica bem mais fácil interagir, observar, mediar, registrar as descobertas das crianças.
E também, tem sido bastante interessante acompanhar e observar  aqueles que não estão fazendo as atividades planejadas, que estão explorando e brincando nos espaços da sala, normalmente também em pequenos grupos.
Para mim que adoro registrar quando consigo, cada fala, cada descoberta das crianças tem sido uma boa experiência. Não digo que estou de todo tranquila, pois não seria eu, mas até que está sendo bem legal.
Os espaços criados na sala têm proporcionado algumas experiências bem interessantes. As crianças os têm usado a cada dia de uma forma diferente. Criam histórias, diálogos entre eles, com  situações do cotidiano, que na medida do possível têm sido registradas. Tem dias que queria ter uma série de filmadoras para não perder nada.

Como surgiu este projeto?

Com uma turma nova, quase todos frequentando a escola pela primeira vez,
notamos que tudo na rotina escolar os fascinava e os encantava. Tudo era novidade.
Em nossas primeiras observações notamos o interesse grande das crianças
pelas construções com blocos de montar e encaixe,  por desenho e papel, mas isso toda criança gosta, até eu.
Pensamos então: desenhar, construir, brincar, fazer de conta tudo isso faz parte do processo das crianças na escola, como então “linkar” estes fazeres, com algo que despertasse sua curiosidade, que lhes trouxessem novas experiências e  oportunidade de explorar seu meio?
Os primeiros passos na direção dos caminhos deste projeto, vieram com a observação da alegria e encantamento de uma das crianças quando fez sua primeira atividade com giz de cera e papel. O menino, que nos primeiros dias tinha se mantido recluso e calado durante todo tempo da atividade, falou encantado, sobre o seu desenho, admirando e descrevendo cada traço.
Iniciamos então uma conversa com as crianças sobre suas vivências e conhecimentos sobre  construções e papéis.

Uma roda de conversa, uma folha de papel e questionamentos:
O que é isso? – Papel
Para que serve o papel?  - Para desenhar
                                         - É pra mostrar pro papai!
E para o que mais serve o papel? – Pra limpar a bunda.
                                               - E o nariz também, é pôfi?
Assim nasceu este projeto que será desenvolvido de forma lúdica, proporcionando às crianças experiências que lhes permitam descobrir o papel, suas funções, usos, tipos e tudo mais que despertar a curiosidade do grupo.

O projeto

Turma M2B - 2015

PROJETO: PAPYRUS E O MUNDO ENCANTADO DO PAPEL

TEMA CENTRAL: O PAPEL

PROBLEMATIZAÇÃO:
Como levar as crianças do M2B às descobertas sobre o papel utilizando arte, brincadeira, jogos de
faz de conta, de uma forma lúdica e prazerosa?

OBJETIVO GERAL:
Oportunizar às crianças conhecer recursos, materiais, atividades e experiências que proporcionem descobrir e construir respostas para questionamentos como:

Onde e quando surgiu?
Como é feito o papel?
Para que serve o papel?
Quais tipos de papéis existem?
O que podemos construir com o papel?
Que sons fazem os papéis?
Podemos brincar com o papel? De que forma?
Quais as relações entre papel e a sustentabilidade?
O papel e o meio ambiente.
Relato de duas experiências realizadas:

Relato de duas experiências.

A sensibilização do projeto

            Levamos para sala todos os tipos de papéis, que foi possível, com diferentes cores, texturas, utilidades e  formatos.
            Tínhamos folhas, guardanapos, papel higiênico, revistas, livros, embalagens, sacolas, caixas, tubos, etc. Estavam espalhados por toda a sala: sobre as mesas, cadeiras, pendurados em varais, na cabana, colados nos  balcões.
            Era uma " papelada" só.
            Foram deixados ali, sem aviso. As crianças voltaram de uma atividade fora da sala.
            No começo certa estranheza, mas quando começou a exploração, o manuseio, as descobertas de tudo que estava ali à disposição... creiam foram quase uma hora e meia de pura diversão.
   


As primeiras descobertas.
Tubos viram peças de encaixe.
Papel higiênico....serve para "limpar nariz, né profe?!"

"Tô usando bilóculos, profê"



A boneca CHIQUINHA

            A segunda experiência que relato, foi a criação e confecção da Chiquinha, aquela lindeza de caipira no hall da escola. ( Boneca confeccionada pelas crianças, que esta exposta no hall da escola)
            De novo o temor, como montar uma atividade cujo produto vai ser coletivo, de forma  “fracionada”. Como será que eles, as crianças, vão reagir não fazendo todos a mesma coisa ao mesmo tempo? Será que conseguirei passar isso para eles?

Eles me ensinaram como:
- Pôfi, eu não quero fazer isso!
- Profi eu posso fazer o corpo?
- Profê eu quero fazer o braço.
- Porfê eu posso brincar?  - Mas estamos brincando de pintar! (Professora tentando argumentar - risos)
- Não, disso eu não quero brincar!

E agora?   Quem ensina e quem aprende?

Um trio iniciou a confecção dos braços e pernas.
Neste momento a divisão do conhecimento.
Aluna 1:  Eu não consigo!
Aluna 2: Deixa eu te ajudo!
E juntas  confeccionaram os braços e pernas da Chiquinha.

 


Alguns momentos da produção da Chiquinha.

   

Esta foto dá um panorama do trabalho em sala: uns pintando, outros fazendo o cabelo da boneca, outros na cozinha da cabana e fora da foto um grupo montava um quebra cabeças.

 A Chiquinha.


Pois é colegas estas são as primeiras reflexões sobre mudanças necessárias à vida que pulsa.
Estudos, leituras, discussões, práticas e muito trabalho.
A cada dia uma busca por transformar vidas e ser transformada por elas.