terça-feira, 22 de novembro de 2016

Meu projeto favorito.. ensinar



"Uma vez que seus alunos tenham mergulhado nestes mistérios, eles não irão querer parar de resolvê-los e você saberá que eles foram contagiados por você quando você também não quiser parar."( Bob e Ellen Kaplan - The Math Circle).


            Li esta frase em um material sobre o Circulo da Matemática, e percebi que ela se encaixa no estado em que me encontro neste ano, tanto na posição de professora como no papel de aluna,  sinto que estou contagiada e contagiando.
            Como todo ano, em abril, iniciei um projeto com minha turma. Este ano o projeto foi indicado por mim após observação da turma em todas as suas manifestações com relação ao corpo e suas múltiplas possibilidades, e que seu "eu" corporal e social ainda estava muito centrado nos próprios desejos gerando inquietudes e desentendimentos. Sentimos a necessidade que  a turma aprendesse a se expressar por meio da fala de seus sentimentos, ampliando as questões de socialização e interação.
            Desejávamos que, a partir da consciência do próprio corpo, do conhecimento da sua importância, e dos cuidados que devemos ter  com ele; se criassem possibilidades em que as crianças construíssem  uma imagem positiva  de si mesmas, de suas capacidades  e limitações, e a aprendizagem  do conviver com o outro respeitando as diferenças físicas e emocionais, e de suas relações com o meio ambiente.
            O período de planejamento para este projeto era de no máximo três ou quatro meses, e esta era a ideia da professora; por que, no meio do caminho, as crianças o tomaram para si. O envolvimento das crianças foi tanto que nosso projeto terminou em outubro, sem que em nenhum momento a curiosidade deixasse de estar presente em questionamentos, indagações, pesquisas, experiências e elaboração de hipóteses sobre o assunto. Ao término de nosso projeto fomos visitar o Museu da PUC, e a exposição sobre o corpo humano fascinou ainda mais meus pequenos; mais questionamentos, novas descobertas e a realização de ver bem de perto, em tamanho gigante, tudo aquilo que aprenderam durante o ano.
            Foi apaixonante vê-los tomar conta do seu aprendizado e, neste caminhar, crescer nas suas aprendizagens e principalmente nas suas interações e nos cuidados consigo e com o outro.


domingo, 20 de novembro de 2016

O prazer na matemática





As aulas de Matemática presenciais estão sendo "deliciosas" e divertidas, nos mostrando que a matemática pode e deve ser levada para nossas salas de aula com o mesmo prazer e alegria que vivenciamos no PEAD.
            Cada aula ou estudo de texto, está servindo como base e apoio para ampliar e questionar meus planejamentos e tornar a descoberta da matemática, pelas crianças, umabrincadeira prazerosa. Em todos os meus planejamentos sempre houve a presença da matemática, o que mudou neste último semestre foi que tenho buscado ampliar as experiências ligadas à matemática. Estamos construindo mais jogos e vivenciando as descobertas da matemática, a partir da curiosidade das crianças. Experiências de culinária que nos auxiliam nas representações de quantidades, jogos que despertam o pensamento lógico matemático, a distribuição de talheres na hora do almoço, todas estas experiências prendem a atenção das crianças e aí mora todo o desafio de tornar a aprendizagem da matemática algo prazeroso.


O ensino da Geografia na Educação Infantil

O ensino da Geografia na Educação Infantil

            Quando se fala em ensino da Geografia na Educação Infantil, há necessidade de se pensar na orientação espacial das crianças desta faixa etária. A criança, naturalmente curiosa, faz muitos questionamentos sobre os conceitos de perto/longe, para um lado/para o outro, para cima/para baixo; mesmo antes destas noções serem trabalhadas na escola.
            Inicialmente, a noção de espaço e continuidade do espaço é quase intransponível para as crianças; mas, gradualmente, através das rotinas diárias, inclusive da própria ida à escola, elas começam a delinear suas hipóteses.
             Por isso é de grande importância para a construção da consciência espacial que a criança desenvolva a consciência do próprio corpo em relação aos  movimentos e deslocamentos que este realiza no meio ambiente.
            Os jogos e brincadeiras, vivenciados na Educação Infantil, que trabalhem as  relações espaciais básicas  como: em cima/embaixo, longe/perto, dentro/fora  e a lateralidade ajudarão nesta construção.  
            No início, o espaço é compreendido a partir da vivência da criança no seu dia-a-dia. Em seguida, com o aumento da percepção do ambiente, a compreensão se estende através da memória; a criança já não precisa "viver" o espaço para poder compreendê-lo, analisá-lo e medi-lo.
            No futuro, essas habilidades se mostrarão imprescindíveis para que o aluno das séries iniciais compreenda e saiba ler mapas e cartas geográficas, escalas e projeções.

 Referências:
ALMEIDA, Rosângela D.; PASSINI, Elza Y: Apresentação do livro O espaço Geográfico ensino e representação. Disponível em : http://slideplayer.com.br/slide/400006/. Acesso em 10/11/2016.
CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos; COSTELLA, Roselane Zardon: Geografia e a Cartografia Escolar no Ensino Básico: Uma relação complexa- percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016.

O ensino de História da Educação Infantil

O ensino de História da Educação Infantil  

            Na Educação Infantil  podemos e devemos incentivar o ensino e a aprendizagem da História, e sim, se pode fazer isso de forma lúdica e prazerosa a partir do momento em que  despertamos nas crianças  a curiosidade sobre o significado de aprender História.
            Segundo Cooper, para que haja uma compreensão do conceito de tempo é preciso que isto seja significativo para as crianças, para tanto é preciso trabalhar as questões de identidade  a partir delas: seus interesses, sua história, as mudanças em suas vidas, no seu meio.
            E como a história é viva e dinâmica, o passado deve ser ensinado de diversas formas; no texto a autora nos  apresenta uma série de atividades que visam trazer para perto das crianças a compreensão do que é História.  Atividades estas que permitem às crianças compreender a mudança do tempo, a simultaneidade  dos acontecimentos,  que formulem hipóteses, tenham argumentos, tracem comparações entre o hoje e o passado, que ampliem seu vocabulário.
            Um fator importante de se levar em conta neste momento é a imaginação e a curiosidade das crianças pequenas; podemos, a partir de brincadeiras, jogos, exploração de imagens, construção de calendários, canções, pesquisas, brinquedos, contação de histórias, construir conceitos históricos e aprender sobre o passado, pois conforme a autora: "Descobrir sobre o passado, então, torna-se uma contribuição importante ao desenvolvimento pessoal, social e emocional. Auxilia as crianças a respeitar culturas, ter consciência da sua própria e a considerar as consequências das ações" (p.184).
            E a partir destas colocações, reafirmamos a importância de revermos o velho preconceito de que história é aquela matéria "chata" que aprendemos na escola, onde decorar datas e nomes de personagens era tudo que aprendíamos. (Aprendíamos?). Neste momento, é importante rever nossa prática, pois tornar compreensivo, mas principalmente significativo o ensino da História desde a Educação Infantil é a certeza de que estamos preparando nossas crianças para o exercício da cidadania.
Referências:
COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de três a oito anos. (tradução)





sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ciências e criança? É possível?

"O  ensino  de  ciências  na  educação  infantil  acontece  preferencialmente integrado  às  demais  áreas  de  conhecimento,  proporcionando,  através  dos  conhecimentos  acumulados,  teorias,  metodologias  e  instrumentos  da  área,  uma riqueza de possibilidades de exploração do mundo realizada pelas crianças. " (Rosa , Russel Teresinha Dutra da. Ensino de Ciências e Educação Infantil )
Provocar a curiosidade das crianças tem sido uma prática que procuro ser constante em minhas turmas.
Proporcionar a eles experiências a partir da qual façam novas descobertas é gratificante para quem tem em mente que o papel do educador é auxiliar na construção da autonomia das crianças e proporcionar que elas desenvolvam um pensamento crítico.
As aulas da interdisciplina de Ciências vieram  a corroborar e dar “munição” para este propósito, pois nos fizeram ver que o fazer Ciências é bem mais do que a imagem de experimentos científicos, tabelas e fórmulas  a serem decoradas.
Apresentou-nos uma ciência que deve ser vivida, estimulada em cada pequeno detalhe e em cada busca por respostas, e principalmente que pode e deve ser interligada a todo restante do currículo.
Amei fazer com meus pequenos o experimento científico, não pela mostra do resultado concreto, mas muito mais pelos olhos curiosos, pelas hipóteses criadas por eles para explicar o fato, mas principalmente por ter acompanhado o despertar das dúvidas, a discussão do: “Eu acho que..."!



sábado, 5 de novembro de 2016

Ah! A Matemática.

Ah! A Matemática

      Cada vez que peço ao meu marido que me ajude a recortar algum material para levar para  a escola, e os recortar, saem "assim, assim". Escuto a mesma resposta: "Amor, você sabe que não fiz Educação Infantil." Pensava até então que era uma desculpa para não me ajudar. Mas, depois de várias leituras dos textos indicados em aula percebi o quanto ele pode estar sendo sincero, pois a Educação Infantil é o início prazeroso e não traumático (ao menos deveria ser) da construção de várias noções do mundo que vem pela frente.
     Em matemática, por exemplo, que por muitos é considerada o "bicho papão", o "horror dos horrores"; após ler os textos: Alfabetização matemática nas séries Inicias - O que é: Como fazer? , ao lermos:
Para que o aluno aprenda matemática, ele precisa se sentir seguro diante de sua representação, precisa descobrir o caminho de uma relação menos angustiante, substituindo o caráter que o oprime na aprendizagem pela alegria da descoberta, para que juntos, aluno e professor, possam aprender, criar e recriar seus conhecimentos. (Lourenço, Baiochi e Teixeira, p.33).
     Ao passo que, em: A matemática em sala de aula, quando Smole e Muniz nos dizem: "Todas as crianças são capazes de aprender e os professores estão diante do desafio de promover este processo" (2012, p.47),  podemos perceber a importância de trabalhar desde a Educação Infantil à alfabetização matemática, os conceitos que nos acompanharão pela vida a fora. Tudo bem, pois na EI, aprender denominações como: somar, subtrair, multiplicar, dividir, grandezas, tempo, medidas não são o principal objetivo, mas sim vivenciar cada uma destas noções e conceitos. E fazer isso brincando, de forma lúdica e prazerosa deixará marcas bem profundas.
     Quando uma criança de seis anos vira para ti e diz: "Profê,  hoje só veio meia dúzia de crianças, né"?  Querendo com isso, a partir da sua vivência, dizer que tem poucas crianças em sala, você, a meu ver, terá duas opções: Concordar com ela, pois entende o que ela quis dizer, ou questionar: "Meia dúzia? O que é meia dúzia?" E a partir desta colocação da criança proporcionar o desenvolvimento de muitas aprendizagens.

     Cito este exemplo por que aconteceu comigo, e a partir disso passamos uma boa parte da manhã aprendendo sobre o que é uma dúzia, o que é meia dúzia e o que significa no popular dizer "meia dúzia". Legos, blocos e carrinhos nos ajudaram a descobrir quanto é uma dúzia, e separando-os um pra um lado, outro para outro lado, descobrimos que meia dúzia "é o meio".

domingo, 9 de outubro de 2016


E eis a Matemática!

                   A primeira aula de Representação do mundo pela matemática foi bem  intrigante. Nos fez parar e pensar. Parar pela leveza com que foi apresentada e pensar por que iniciou pondo velhos conceitos, no mínimo, em dúvida. O monstro verde da matemática pareceu um bichinho de pelúcia.
                   No meu caso,  professora da Educação Infantil, saí da aula segura de que cabe a mim estabelecer nas crianças um olhar lúdico sobre a matemática  para que, desde a infância, tenham curiosidade e entusiasmo sobre ela, proporcionando experiências que os façam pensar "matematicamente" e relacionem este pensar com suas vidas/cotidiano.
                   Vou continuar no rumo, pois penso ser o certo; vamos  organizar nossos carrinhos e bonecas, fazer uso de muitas tampinhas para construir castelos, ruas, cidades. Seriando, quantificando e sequenciando de uma forma lúdica e, desta forma, iniciando a linguagem matemática e a construção do pensamento lógico matemático.
           
       Em meus planejamentos a matemática está sempre  presente, em jogos, brincadeiras, culinária, etc.
                   Espero que esta  interdisciplina me auxilie muito na determinação de fazer com que a alfabetização matemática esteja presente em cada fazer com minhas crianças.