segunda-feira, 19 de março de 2018

Refletindo sobre a prática e a busca das teorias


            
           Mais um semestre de Seminário, interdisciplina que nos acompanha e orienta desde o primeiro semestre. O foco deste semestre está resumido em sua denominação : PRÁTICA PEDAGÓGICA, CURRÍCULO E  AMBIENTES DE APRENDIZAGEM VII - PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO. Com certeza será um semestre de muito trabalho, pesquisas e construção, e este mote ficou claro quando na primeira aula nos foi exposto um curta onde as imagens são o oposto do apresentado no título: “Escolas democráticas”. Imagens que nos revoltaram, nos fizeram pensar, nos levaram à pesquisa de quais sentimentos, quais questionamentos, quais desacomodações elas nos suscitaram.
            Partimos para a pesquisa teórica em busca de conceituar palavras-chave como: tendências democráticas x tendências tradicionais, participação, autoritarismo, tempo e espaço, metodologia, repetição, aprendizagem entre outras tantas surgidas nos grupos de trabalho. Palavras estas que estão totalmente dentro do contexto do que será visto neste semestre, expressões que definem a nossa prática pedagógica, que norteia os currículos que montamos ou que nos são impostos nas escolas, verbos que constroem ou quem sabe destroem os ambientes de aprendizagem que apresentamos aos nossos alunos.
            Com a palavra reflexão em mente, que questiono, será que muitas vezes em pequenos atos, em pequenas aceitações “do que está posto”, não nos tornamos aqueles professores representados no curta? Será que muitas vezes ao não refletirmos nossa conduta, nosso fazer pedagógico algumas vezes não deixamos para escanteio o saber de nosso aluno? Quando solicitamos a todos que ao mesmo tempo façam esta ou aquela atividade não estamos desrespeitando os seus tempos e os seus espaços?
            Há muito tempo vem se falando em uma pedagogia relacional, mas em que tempo mesmo brigamos por carteiras não mais enfileiradas? Quantos de nós, mesmo balizados por currículos e conteúdos engessados, levamos a nossas crianças ou adolescentes materiais e recursos que tornem estes conteúdos prazerosos e significativamente interessantes de aprender e apreender?
            Penso que esta é a hora, ou já é mais do que a hora de definirmos nosso caminho enquanto professores e como fazer isso? Pesquisando, refletindo, reorganizando, planejando, buscando novas tecnologias, revendo e renovando velhas aprendizagens?                    Acredito que a avaliação seja o caminho certo. Avaliando nosso fazer pedagógico, avaliando nossa postura em sala e fora dela, e como sempre dissemos e proferimos: avaliando que tipo de aluno/cidadão queremos formar.

E começa o sétimo semestre




            Inicia-se o sétimo semestre e com ele, novas promessas e antigas combinações. Manter os trabalhos em dia, atualizar o Blog semanalmente com textos e reflexões que realmente reflitam as aprendizagens em sala e fora dela.
            A espera por feedbacks que tragam orientações de onde buscar mais conhecimento, em que ponto buscar aperfeiçoar o nosso entendimento desta ou daquela aprendizagem.
            Será um semestre puxado, nosso último onde se encontram, sob mediação direta dos professores, os referenciais teóricos que deverão compor os dois últimos semestres de estágio e TCC.
            Como aluna e educadora um ano de muitos desafios e aprendizagens. No PEAD a reta final, mas na verdade não, por que acreditamos que  em e no ser  professor não existe, ou não deveria existir reta final de estudos e descobertas.
            Como educadora, uma turma com um bom número de alunos com necessidades educacionais especiais, o que me levará a uma busca constante de recursos, estudos e ajudas para que possa desenvolver meu trabalho de uma forma que satisfaça os meus anseios e as necessidades e desejos dos meus alunos, especiais ou não.
            Trabalhar a inclusão de forma real e diária será a grande luta do ano, por em prática os conceitos estudados no semestre anterior e buscar conhecimentos a partir dos apontamentos destas mesmas interdisciplinas será o desafio que acredito chegar ao final do ano com uma bagagem ainda maior de conhecimentos e o melhor para mim, chegar ao final e poder dizer: eu fiz a diferença!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Refletindo sobre: COMPETÊNCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA

               O texto esclarece vários conceitos, através de vários estudos e por isso com base em vários autores, que são desvelados para discutir a inclusão escolar, principalmente no que tange a crianças autistas, revendo algumas pesquisas realizadas na área e deixando nas considerações finais uma sugestão.
                 Inicialmente é destacada  comunicação  como centro da socialização, para a construção do Eu, a importância dos pares para a realização dessa construção e a importância  do processo de socialização para o desenvolvimento da linguagem, o conhecimento cognitivo, o autoconhecimento e o conhecimento do outro. É salientado dois tipos de relacionamento: vertical (onde o laço afetivo acontece com pessoas de maior poder ou conhecimento, tais como professora, irmão mais velho ou pais; proporcionando segurança e proteção) e o horizontal (que se caracteriza por relacionamentos recíprocos e igualitários, envolvendo companheiros da mesma idade com poder social e comportamento mútuo se originam do mesmo repertório de experiências, gerando formas de cooperação, competição e intimidade).
                Habilidade social e competência social tem seus conceitos diferenciados. Enquanto o primeiro apresenta um caráter descritivo sobre a totalidade dos desempenhos demandados da mesma situação, o segundo é entendido como o julgamento sobre a qualidade individual em determinada situação, por isso o termo designado como unânime entre os autores é interação social que é conceituado como condição de construção do individuo e base do desenvolvimento do ser humano, desde a pré escola, onde “culturas infantis emergem na medida em que crianças, interagindo com os adultos e com seus pares, tentam atribuir sentido ao mundo em que vivem.”
                O Autismo é caracterizado como o protótipo do desenvolvimento social em risco desde os primeiros anos de vida. É conceituado como “transtorno global do desenvolvimento acentuadamente atípico na interação social e comunicação social e pela presença de repertório marcadamente restrito de atividades e interesse.” Enquanto são discutidos  alguns tópicos das pesquisas escolhidas para releitura e reavaliação, um destaque especial foi relizado á educação inclusiva, onde o ambiente e as condições se adaptam aos aprendizes autistas, resultando minimamente em beneficios com as experiências sociais, tornando-os mais independentes e autônomos, podendo conquistar seus lugares na família, na escola e na sociedade.

                A sugestão deixada após análise documental, baseia-se em observar e registrar o comportamento social além das crianças autistas, crianças “típicas” da mesma idade, no mesmo tempo e espaço, distinguindo as áreas deficitárias e minimizar as crenças distorcidas sobre a (in)capacidade interativa das crianças autistas.


Referência
CAMARGO, Síglia Pimental Hoger. BOSA, Cleonice Alves.OMPETÊNCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA.OMPETÊNCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA


domingo, 3 de dezembro de 2017

                  Conceitos apresentados nos videos: estudo sobre Edgar Morin
“É preciso substituir um pensamento que isola e separa por um pensamento que distingue e une. É preciso substituir um pensamento disjuntivo e redutor por um pensamento do complexo.”
              Analisando os Vídeos disponibilizados na Interdisciplina de Filosofia podemos tirar as seguintes conclusões:
                Os vídeos tratam sobre os conceitos de Sistema e de Complexo e a união dos destes, onde o conceito de um interage com o do outro emergindo um novo conceito pela relação entre eles, ou seja, o “SISTEMA COMPLEXO” é o conjunto de elementos que se relacionam ativamente entre si e se mantém constantes ao longo do tempo formando uma estrutura com alguma funcionalidade. A complexidade dos sistemas depende da quantidade e da variedade de elementos e da quantidade e da variedade das relações entre esses elementos.
                Mostram ainda o exemplo de crianças em sala de aula tentando entender a complexidade do universo e sua formação, uma experiência química realizada por uma professora como exemplo de sistema complexo, partes de uma entrevista com Edgar Morin, explicando e destacando a necessidade de interligar as disciplinas, unindo os conhecimentos, pensando nas partes, mas enxergando o todo, a interdependencia das disciplinas em si formando um sistema complexo o que Morin chamou de TRANSDISCIPLINARIDADE.

Referência:

Filosofia da Educação - Complexidade e Interdisciplinaridade em Morin
Disponível em:
Acessado em 27/11/2012

o olhar

           
            E chega o final do ano, temos toda aquela correria: a rotina de enfeitar a escola para o Natal, pensar em como construir uma lembrancinha de final de ano, sentar durante longas noites para redigir os relatórios de acompanhamento individual e quando terminamos nos damos conta de que algo está onde não deveria. Este ano ao escrever meus relatórios me deparei com uma situação que até pode ser comum, mas me incomodou: Porque não consegui ver algumas crianças? Dei-me conta de que em uma turma de 20 crianças, ao menos de três crianças tenho anotações em meu caderno de registros, mas nesse momento elas me parecem tão poucas.           

            Tenho a sensação de que mesmo relendo a cada dia meu caderno para refletir sobre o que estamos realizando em sala deixei escapar algo, que deveria ter observado mais e melhor esta ou aquela criança. O que faltou? Menos criança em sala? Porque algumas normalmente as que se destacam por outro motivo, acabaram chamando mais a nossa atenção? Estas são questões para se pensar procurar soluções.

Por uma sociedade igualitária

                O artigo parte do princípio que o Brasil não pode ser uma democracia racial, uma vez que negros (particularmente) e índios foram excluídos do processo histórico de desenvolvimento econômico e social do país, tendo em vista que os primeiros vieram substituir os segundos dentro da política de escravidão da época colonial. As grandes metrópoles da época como Portugal estavam profundamente envolvidas com o comércio e tráfico de etnias africanas visando à mão de obra barata para o sistema de cultivo instalado no Novo Mundo (leia-se América, e no caso de Portugal, especificamente o Brasil).
                Os negros que posteriormente substituíram os índios como escravos no regime produtivo colonial (após verdadeiro genocídio das etnias indígenas) eram considerados pelos portugueses mais submissos que os nativos. Eram tratados como inferiores, indignos de piedade, e por sua constituição natural  feitos para o trabalho pesado e constante).
                Quando da abolição da escravatura no Brasil, já de forma tardia em relação à outras nações americanas, não foi mais favorável aos negros escravos e seus descendentes que continuaram a ser estigmatizados e excluídos. Tendo pouco ou quase nenhum acesso à educação básica, sofreram até recentemente forte discriminação em relação à sua capacidade cognitiva, embora reconhecidos por sua constituição física vantajosa em relação aos brancos de origem europeia.
                Uma vez que toda a estrutura da sociedade pós colonial valorizava a “branquitude” como positiva e evolutiva, reconhecendo essa superioridade como inconteste e aquela que deveria promover o desenvolvimento efetivo da nação recém constituída, negros e índios foram relegados à posição inferior no ranking social, tanto no aspecto “racial” (no conceito que se tinha de raça à época) como no aspecto econômico (da pobreza ou miséria, decorrente dessa própria visão de mundo e do abandono e falta de políticas de inclusão).
                Como a autora bem o relata, houve uma tentativa de “branqueamento” das populações nativas africanas e americanas através de uma visão de mundo onde de forma violenta até se promovia a educação e a cultura das sociedades europeias, seus valores e princípios, considerados como únicos e verdadeiros.
                Os negros e seus descendentes, particularmente no Brasil, foram particularmente até fins do século XIX vítimas deste preconceito. Somente a partir de meados do século XX começou a aparecer a ideia de diversidade como contraponto reconhecendo a contribuição de diferentes culturas à majoritária europeia. Mesmo assim, na forma legal, ainda transcorreu um certo tempo para o MEC incluir o tema da pluralidade e diversidade de culturas no Brasil como aspecto curricular na educação básica. Então, a partir de experiências pontuais aqui e  ali, o ensino da diversidade e da cultura afro-brasileira passou a fazer parte cada vez mais dos currículos. Confirma-se uma máxima já há muito tempo conhecida, a de que ensinar e aprender decorre da convivência entre diferentes culturas e etnias; mas que esse respeito não pode ser confundido com a tolerância, porque na tolerância esconde-se uma forma branda de preconceito. O respeito caminha junto com a confiança, e promovem a construção de uma sociedade plural e igualitaria.

Referência:


SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Aprender, ensinar e relações Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil étnico-raciais no Brasil.Porto Alegre/RS, ano XXX, n. 3 (63), p. 489-506, set./dez. 2007

sábado, 2 de dezembro de 2017

Analisando Morin

         Edgar Morin trata dos dois maiores desafios a serem vencidos para o conhecimento: o erro e a ilusão. O texto aborda as razões da existência dos erros e das ilusões: a própria natureza do ser humano evidencia as subjetividades, princípios e valores que são sujeitos à interpretação individual regida pelo ego, onde muitas vezes nos refugiamos buscando proteção ao erro e ao incerto. As visões de mundo de cada um impedem que se construa uma racionalidade objetiva, livre de julgamentos e pré-julgamentos. Um erro, muitas vezes reforçado assertivamente,  induz a novo erro e se torna um paradigma, elaborado em premissas ilusórias, calcadas na perspectiva reducionista do indivíduo que tende sempre a interpretar os fatos do mundo centrado em seus próprios temores e desejos. A racionalidade desejável de se construir é aquela que permite o diálogo e è aberta a diferentes ideias. É um processo de construção, autocrítica e correção contínuos; e sempre vinculado à afetividade, entenda-se aqui a capacidade de agir frente às diferenças de modo autônomo, digno, tolerante  e otimista.