terça-feira, 23 de abril de 2019

direitos lutemos por eles





Cadê o direito que está na lei?
Lá vamos nós mais um ano enfrentando o descaso, para não dizer o ato criminoso de ter em sala crianças que tem o direito de receber um atendimento especializado e não o têm.
A grande questão para a gestão de a escola decidir a cada inicio de ano é: baixar o número de crianças de 20 para 18, por que temos uma criança de inclusão e deixar maior ainda a lista de espera por uma vaga ou manter as 20 e aguardar que a mantenedora mande o número suficiente de estagiários de inclusão? A difícil escolha  de Sofia.
Em uma escola onde a gestão conhece e  reconhece a comunidade é realmente uma escolha difícil, mas que a cada ano se faz necessária. Então sigamos, mantemos as crianças e vamos buscar até mesmo através do Ministério Público que a lei se cumpra.
E em sala a professora se vira em 10, para poder atender a todos da melhor forma possível. Chama por socorro quando muito necessário, vira noite pensando o que melhor fazer para atender a todos e buscar a melhor forma de atender a criança com necessidades mais que especiais. Neste momento se apoiar uns nos outros dentro de uma realidade, onde quem deveria cumprir as leis não o faz é o que acaba fazendo a diferença. Meu questionamento é: até quando?


fundamentando o fazer pedagógico





Revejo   o texto: Uma escola democrática, em um  momento em que na escola nos preparamos para a atualização do PPP. Teremos na próxima formação, um dia inteiro para  a discussão e a adequação do nosso PPP.
Está sendo uma semana de muitos estudos a respeito das contribuições a serem feitas, estou revendo textos e indicações teóricas feitas durante o curso que com certeza serão bem importantes para estas contribuições. Como a escola sempre trabalhou com projetos, um dos pontos que estaremos revendo é o trabalhar  com projetos de aprendizagem e penso que o material visto na interdisciplina de Seminário a respeito  será de grande valia.
Outra adequação será o acréscimo das diretrizes constantes na BNCC, mesmo que a escola já trabalhe com campos de experiências, estes não estão em conformidade com a nomenclatura e as divisões do documento.


a continuidade... repensada





A preparação para o estágio parecia-me que não iria apresentar muitas novidades, pois estaria dando continuidade ao trabalho que vinha fazendo até o momento dentro de sala da aula.
Mas, o desenvolvimento do relatório de estágio me mostrou que meu trabalho enquanto estagiária foi uma continuidade do meu fazer pedagógico, mas tenho que registrar que sim houve uma grande mudança, e ela foi ao que se refere a busca pelas referências teóricas que busquei para embasar a minha prática. Sempre busquei que minha prática fosse “recheada” de intenção pedagógica, seja quando direcionava as experiências ou quando deixava que as propostas das crianças direcionassem nossos momentos, o que a faculdade me trouxe foi a fundamentação para estas ações. Foi o buscar o porquê e a importância dos jogos, por exemplo, no desenvolvimento das crianças e com isso  intensificar o uso destes recursos. Todos sabemos que a leitura é importante, mesmo para quem não sabe ler, o que  a leitura das teorias me trouxe foi a certeza e o porquê desta importância.
E foi através destas teorias que pude parar e refletir sobre as minhas ações em sala. Agora mais do que na postagem anterior as palavras de Freire fazem todo o sentido:  "A prática de pensar a prática é a melhor maneira de aprender a pensar certo.  O pensamento que ilumina a prática é por ela iluminado tal como a prática que ilumina o pensamento é por ele iluminada".



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Eles passarão... nós passarinhos


    




     Em junho de 2017, quando escrevia sobre a gestão democrática nas escolas e traçava um paralelo com a política municipal da época, ficava temerosa com o futuro da nossa educação sendo regida e dirigida por pessoas que se mostravam ditatoriais; que viravam as costas para as conquistas e todo o trabalho realizado até então, a respeito da gestão democrática na nossa rede municipal de Porto Alegre.
     Se tal reflexão fosse pedida nos dias de hoje, penso que a primeira coisa que me ocorreria era sair correndo, isso se não acreditasse como dizia nosso amado Quintana: “Que eles passarão e eu passarinho”. Os últimos desmandos e desmontes feitos pela administração pública municipal não só ferem a democracia estabelecida nas escolas da rede como destrói, ou tenta destruir nossa crença, enquanto educadores; de que é sim, a partir e através da educação consciente e crítica, que se construirá um bairro, uma cidade, um país e um mundo melhor. Um mundo não colorido e sem problemas, mas um mundo onde cidadãos saberão cumprir seus deveres, mas principalmente saberão lutar e discutir sobre seus direitos.
     Que nos mantenhamos firmes no propósito de sermos eternos “passarinhos”, buscando uma escola onde todos sejam ouvidos e que estas escutas não sejam somente respeitosas, mas construtoras.





quarta-feira, 21 de novembro de 2018

As ciências e a Educação Infantil


           Criança e curiosidade são quase indissociáveis, e é a partir da exploração desta curiosidade que iniciamos a  apresentação das Ciências na Educação Infantil.

            A interdisciplina de Representação do mundo pelas ciências naturais trouxe em seus objetivos a necessidade de refletir sobre as concepções de natureza e sociedade como base de nossas ações; de como os conceitos de espaço e tempo estão ligados quando se trata de explicar os fenômenos da natureza e também de como trabalhar a preservação ambiental. E para que isso se concretize nos foi mostrado uma ciência que deve ser vivida, estimulada e interligada a todo restante dos campos de experiência.

            Experiências  ligadas às ciências também passaram a fazer parte dos meus planejamentos, pois é realmente entusiasmante ver olhinhos arregalados a espera do resultado de algum  experimento, mas principalmente escutar as hipóteses que são levantadas sobre o que irá acontecer e as definições do resultado encontrado em cada experimento. Este também é um dos aspectos que propicia o desenvolvimento crítico de nossos pequenos.


Marcadores: Ciênciasreflexão

domingo, 18 de novembro de 2018

As linguagens matemáticas


             Acabada a primeira aula da interdisciplina de Representação do mundo pela Matemática, saí do campus, com a certeza de que sim, é possível ensinar matemática a crianças pequenas e de uma forma lúdica e prazerosa.
            E assim foi desde este dia, muitos planejamentos onde a linguagem matemática teve sempre seu espaço, onde brincando aprendemos a seriar, a classificar, a quantificar e a desvendar as representações dos números. Jogando, fazendo culinária ou cantando a matemática se faz presente.



Marcadores: matemáticaReflexões

A música e a Educ. Infantil


           

           Reafirmo hoje a minha posição de que a música é essencial na Educação Infantil. Através dela auxiliamos a construção das aprendizagens das crianças.
           Em meus planejamentos sempre há a presença de um momento musical, seja ele pela pura audição ou com músicas que tratem de algum tema dentro dos campos de experiências.
           As aprendizagens construídas na interdisciplina Música na escola me deram subsídios para a construção de pelo menos dois projetos, cuja música foi o fio condutor.